Os egípcios ficaram famosos pelas grandiosas pirâmides que até hoje impressionam o mundo inteiro. Difícil não ficarmos deslumbrados ao encontrar, em meio as areias do deserto do Saara no norte da África, uma das primeiras grandes obras de engenharia e arquitetura da humanidade.
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Porém não foi um trabalho fácil construí-las, foram necessárias as mãos de milhares de homens e mulheres para que ficassem prontas. Este árduo trabalho foi realizado com mão-de-obra escrava que trabalhava de sol a sol para construir o gigantesco túmulo do faraó.
Isso mesmo! Essas imensas pedras eram articuladas metodicamente e serviam para que o faraó repousasse enquanto não ressuscitava no mundo dos mortos.
No Egito antigo a religião era muito importante na vida das pessoas, sendo profundamente marcante sua presença na politica. No Egito, o faraó exercia um governo teocrático (teo= deus cracia= governo), ou seja, um governo exercido em comunhão com os preceitos religiosos. O faraó era sagrado por ser considerado um deus vivo, seu poder era hereditário passando de pai para filho.
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| representação Faraó egípcio |
A religião no Egito era levada muito a sério, havia diversos deuses cultuados pela população, a religião egípcia era politeísta, que acredita na existência de mais de um deus.
Um dos principais rituais egípcio era o da mumificação,este ritual estava diretamente relacionado com a crença de vida após a morte, pois tinha o objetivo de preparar o cadáver para a vida no mundo dos mortos.O processo de mumificação era dividido em diferentes etapas.
Primeiramente, todas as vísceras do cadáver eram retiradas.
Um corte era feito na altura do abdômen, de onde era retirado o coração, o
fígado, o intestino, os rins, o estômago, a bexiga,o baço, etc. O coração era
colocado em um recipiente à parte. O cérebro também era retirado. Aplicavam uma
espécie de ácido (via nasal) que o derretia, facilitando sua extração.
Em seguida, deixavam o corpo repousando em um vasilhame com
água e sal (para desidratá-lo e matar as bactérias) durante setenta dias.
Desidratado, o corpo era preenchido com serragem, ervas aromática (para evitar
sua deterioração) e alguns textos sagrados.
Depois de todas essas etapas, o corpo estava pronto para ser enfaixado. Ataduras de linho branco eram passadas ao redor do corpo, seguidas de uma cola especial. Após esse processo, o corpo era colocado em um sarcófago (espécie de caixão) e abrigado dentro de pirâmides (faraó) ou sepultado em mastabas, uma espécie de túmulo (nobres e sacerdotes).
Segundo a religião egípcia, após a morte, o espírito era guiado pelo deus Anúbis até o Tribunal de Osíris, que o julgaria na presença de outros 42 deuses. Seu coração era pesado em uma balança, que tinha como contrapeso uma pena. Se o coração fosse mais leve que a pena, o espírito receberia a permissão para voltar e retomar seu corpo. Caso contrário, seria devorado por uma deusa com cabeça de jacaré. Os egípcios acreditavam em deuses híbridos: metade homem, metade animal (antropozoomorfia)
Fonte : http://www.historiadomundo.com.br/idade-antiga/o-processo-de-mumificacao-no-egito-antigo-.htm
Vale lembrar que essa técnica era destinada apenas para os faraós e para a nobreza que o cercava. A grande maioria da população egípcia - camponeses, escravos e pequenos artesãos - recebiam um funeral muito mais simples e barato e tinham seus corpos enterrados no meio do deserto.
Primeiro, o corpo era levado para um local conhecido como
'ibu' ou o 'lugar da purificação'. Lá os embalsamadores lavavam o corpo com
essências aromáticas, e com água do Nilo.
Um dos embalsamadores fazia um corte no lado esquerdo do
corpo do embalsamado e removia os órgãos internos. Isso era importante porque
essas partes do corpo são as primeiras a entrar em decomposição. O coração –
reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no
lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado fora. – No passado,
os órgãos internos eram armazenados em jarras canópicas.
Uma haste comprida em forma de anzol era usada para fisgar o
cérebro e puxá-lo através do nariz.
O corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal,
e largado para
desidratar durante 40 dias. Os órgãos remanescentes eram armazenados
em jarras canópicas, para serem sepultados junto com a múmia.
desidratar durante 40 dias. Os órgãos remanescentes eram armazenados
em jarras canópicas, para serem sepultados junto com a múmia.
Após 40 dias o corpo era lavado com água do Nilo. Depois era
coberto com óleos aromáticos para manter a pele elástica.
Os órgãos internos desidratados eram enrolados em linho e
recolocados na múmia. O corpo também era recoberto com serragem e folhas secas.
Primeiro a cabeça e o pescoço eram enrolados juntamente com
tiras de
fino linho. Em seguida os dedos e o restante do corpo individualmente.
fino linho. Em seguida os dedos e o restante do corpo individualmente.
Os braços e as pernas eram enrolados separadamente. Entre as
ataduras do embalsamado eram colocados amuletos para proteger o corpo na sua
jornada no outro mundo.
Uma sacerdotisa proferia encantamentos enquanto a múmia ia
sendo enrolada. Esses encantamentos ajudavam o morto a se livrar dos espíritos malignos
na outra vida.











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